Minha mãe estava a ponto de estourar, estava mais
vermelha que um pimentão e suas mãos apertando seu rosto.
Beth: Isso não pode ser verdade, você só pode estar
brincando- ela disse balançando a cabeça em modo de desespero.
Eu: É isso mesmo mãe que a senhora ouviu, mais por favor,
tente manter a calma.
Beth: COMO POSSO MANTER A CALMA SABENDO QUE MINHA FILHA É
UMA CRIMINOSA- ela socou a cama com força e voltou às mãos para o rosto.
Eu: Não sou criminosa, você entendeu tudo errado- eu
passei a mão nos olhos.
Beth: ENTÃO ME EXPLICA- ela gritou.
Eu: Jason é criminoso, ele não é do tipo que mata pessoas
mais também não é do tipo que faz bem, ele...como posso explicar...
Beth: Eu já entendi, quero você longe dele- ela se
levantou e começou a andar em direção a porta.
Eu: Espera mãe- eu implorei segurando seu braço- por
favor, se você não me deixar explicar eu nunca mais falo com a senhora.
Ela bufou e voltou a sentar na cama.
Eu: Ele e seus amigos formaram uma gangue a quase quatro
anos atrás, eles tinham entre 16 a 17 de idade, em fim, a alguns meses atrás,
quando eu fui ao brooklyn, eu os conheci, eles fizeram uma brincadeirinha de
mal gosto comigo mais o Jason me defendeu e me levou pra casa, e depois quando
o tio foi internado no asilo, um homem entrou em nosso apartamento e nos roubou
e ainda tentou me estuprar, mais antes disso eu tinha esbarrado com o Chaz no
mercado e ele me passou o numero dele, ai eu liguei pra ele e contei tudo, ele
teve piedade de mim e me trousse para morar com eles, mais eu nunca cometi mal
algum a ninguém, eu apenas trabalho no restaurante do Paul.
Por alguns minutos ela não teve reação alguma, apenas
ficou de cabeça baixa.
Beth: O caso de você não fazer mal algum a ninguém não
justifica o fato de você estar com eles, você é complique de tudo isso, de
todas as coisas erradas que eles fazem, se um dia eles forem presos você vai
junto, por que acobertou tudo isso o tempo todo- ela levantou a cabeça e olhou
bem em meus olhos- não é esse o final que eu quero para você, te ver apodrecer
em uma cadeia por causa deles.
Eu: Mãe tenta entender, eles são meus amigos, me ajudaram
na hora que eu mais precisei, se não fosse eles eu não sei o que teria
acontecido comigo, e eu amo o Jason, amo muito.
Beth: Como pode amar ele, como pode se deitar com ele
sabendo que as mãos dele estão sujas de sangue inocente- uma lagrima escorreu
de seus olhos.
Eu: Jason não mata ninguém, o máximo que ele faz é dar um
tiro na perna ou no braço para deixar a pessoa imobilizada, mais ele nunca
tirou a vida de alguém, muito menos pessoas inocentes, eles só lidam com
pessoas más, bandidos, drogados, assassinos- ela revirou os olhos.
Beth: Isso é o que ele fala pra você, nunca se sabe se isso
é verdade e...
Eu: Mãe, eu acredito nele, será que você não entende, ELE
É O AMOR DA MINHA VIDA- eu gritei- E ele também me ama, abriu mão de muitas
coisas por mim.
Beth: Se ele te ama, então porque não abriu mão do crime
por você?
Eu: Talvez por que eu nunca tenha pedido, pra mim amor de
verdade é aquele que agente aceita a pessoa do jeito que é, e é desse jeito que
eu amo ele.
Beth: Eu não aceito isso Isabella, não aceito, não foi
pra ter essa vida que eu te pus no mundo, não foi- ela começou a chorar igual a
um bebê, e eu não conseguia dizer nada, apenas fiquei olhando ela sem nenhuma
reação.
Eu: Mãe vai ficar tudo bem, nada de mal vai acontecer
comigo nem com ninguém aqui, nós somos como uma família, defendemos um ao
outro, estarei segura- eu passei a mão em sua cabeça.
Beth: Eu te dou dois dias pra você decidir o que quer, ou
eu ou o Jason, ou ir embora daqui e construir uma vida digna ou ficar aqui e
viver no crime, você escolhe- ela se levantou e limpou as lagrimas- espero sua
resposta, quando decidir me fale, estarei no meu hotel- ela se virou e saiu.
Me sentei na minha cama e cai em um choro compulsivo. Meu
Deus o que seria de mim agora, eu não posso perder minha mãe, perdi a conta de
quantas noites eu chorei por que não a tinha ao meu lado, mais também não posso
perder o Jason, se eu ficar longe dele eu sei que vou morrer aos poucos por que
eu o amo demais.
Como minha mãe pode ser tão egoísta, como pode pedir para
eu fazer uma escolha dessas, minha vontade é de morrer e acabar com essa dor
que eu estou sentindo.
Depois de quase meia hora chorando sem parar, ouvi o barulho
da porta se abrindo e depois braços envolverem meu corpo. Levantei meu rosto
para ver de quem se tratava e me deparei com o Jason, com aquele sorriso de
sempre que só ele sabe me dar, o sorriso que por alguns minutos me faz esquecer
de toda dor e amargura.
Jason: Eu já sei de tudo meu amor, tive uma discussão horrível
com sua mãe- arregalei meus olhos.
Eu: O que ela te disse?- perguntei assustada.
Jason: Que eu sou um nojento desgraçado e que me quer
longe de você pra sempre, e que eu não te amo, eu fingo tudo isso só pra me
aproveitar de você.
Eu: Ai meu Deus, e você o que falou?
Jason: Não falei nada, apenas me controlei para não dar
um tiro na cabeça dela- eu sorri fraco, eu me sentia do mesmo jeito quando ele
falava aquelas merdas pra mim antes da gente namorar, minha vontade era de
matar ele da forma mais dolorosa possível.
Eu: Ela pediu pra que eu escolhesse entre ir embora com
ela ou ficar com você- eu senti um aperto em meu coração só de me lembrar das
palavras dela.
Jason: E o que você escolhe?
Eu: Se eu escolher ir embora com ela sei que nunca mais te
verei e não sei se suporto a ideia de viver sem você, mais se eu escolher ficar
aqui nunca vou ter o perdão dela e nunca mais a verei- voltei a chorar e ele
beijou o topo da minha cabeça.
Jason: Não sei o que te dizer- ele se sentou ao meu lado.
Eu: Queria pensar em um jeito de pacificar isso, de ter vocês
dois ao meu lado sem precisar abrir mão de nada- limpei minhas lagrimas.
Jason: Isso é quase impossível.
Eu: Eu sei- deitei minha cabeça no colo dele e ele
acariciou a mesma.
Jason: Mudando de assunto rapidão, queria saber o motivo
desse desaparecimento repentino da Mary.
Eu: É verdade tinha me esquecido disso, mais ela não
disse que precisava trabalhar até tarde?
Jason: Sim, mais ela nunca me disse onde trabalhava- eu
arqueei a sobrancelha.
Eu: É verdade ela nunca disse onde trabalhava- cosei meu
queixo- quando você conheceu ela, ela trabalhava em alguma coisa?
Jason: Não, ela ainda estava estudando- bufei.
Eu: Essa mulher é muito misteriosa.
Jason: Concordo, mais eu vou perguntar pra ela quando ela
vir amanha buscar ele.
Eu: Ok- eu levantei a cabeça de seu colo e tirei meu
chinelo e me deitei na cama- vou descansar, tenho muita coisa pra por em ordem
na minha cabeça.
JASON POV.
Sai do quarto dela e fechei a porta, desci pra sala e vi
que estava completamente sozinho, esse povo tem o dom de desaparecer do nada.
Me sentei no sofá e liguei a TV, estava passando uma
serie super entediante que eu odeio, deliguei a TV e fui pra cozinha.
Abri a geladeira e peguei uma caixa de bombom que tinha
lá, eu sabia que era da Alex e que ela ficaria puta da vida se eu comesse mais
foda-se.
Tomei um susto quando alguém me empurrou, virei pra trás
pra ver quem era e vi a Dana com aquela cara de que vai me dar sermão.
Eu: É melhor eu sentar por que sua historia deve ser
longa- eu disse irônico me sentando na cadeira do balcão.
Dana: Ainda bem que você sabe- ela se sentou ao meu lado-
é sobre a mãe da Isa- eu revirei os olhos.
Eu: Não tenho nada pra falar sobre essa louca- joguei a
caixa de bombom no balcão.
Dana: A Isa aceitou seu filho, agora é hora de aceitar a
mãe dela.
Eu: O problema é ela me aceitar, ela falou que não quer a
filha na vida do crime- bufei.
Dana: Isso é tão complicado- ela passou a mão no rosto.
Eu: Eu amo tanto a Isabella, e eu não sei o que seria de
mim se ela escolhesse ir embora com a mãe dela.
Dana: Você sabe que ela não faria isso.
Eu: Nunca se sabe.
Levantei da cadeira e caminhei até lá fora, vi o Chaz
brincando com o Nolan.
Eu: E ai meus parceiros- eu fiz um toque com eles- o que
estavam fazendo.
Nolan: Brincando de desafio, e o tio Chaz me desafiou a
dar um selinho na Isabella- eu franzi o cenho.
Eu: Tá querendo roubar minha mina filho?
Nolan: Eu não- ele disse rindo- mais eu desafiei ele a
beijar a tia Alex.
Chaz: Se eu fizer isso o Daniel me da um tiro- eu ri só
de imaginar a cena.
Eu: Ele faria um favor- eu gargalhei.
Chaz: A seu puto eu te mato- ele me pegou no ombro e me
jogou na piscina.
Eu: CHAZ SEU VAGABUNDO- eu gritei saindo da piscina todo
encharcado, e os dois estava quase rolando de tanto dar risada- vocês acham
engraçado então vocês vão ver.
Sai correndo atrás dos dois e joguei o Chaz na piscina,
depois peguei o Nolan no colo e me joguei na piscina com ele.
Acabou que nós três ficamos encharcados, rindo igual a
uns idiotas e levando um monte de broncas da Dana por que deitamos no sofá dela
com a roupa molhada.
(...)
Já era meia noite, Chaz e os garotos foram pra farra
ignorando o fato de que era quarta feira e que no outro dia eles teriam muito
trabalho.
Peguei o Nolan no colo, ele já estava quase caindo de
sono, levei ele para meu quarto e deitei ele na cama o embrulhando depois com
um edredom quentinho.
Nolan: Papai- ele falou quando eu estava quase saindo do
quarto- A Isabella vai ter que ir embora?
Eu o olhei confuso, não notei que ele percebeu toda a
situação de hoje.
Eu: Não sei filho, acho que não, quer dizer, tomara que
não- eu dei um beijo em sua testa.
Nolan: Eu queria que nos três fosse morar em uma casa, e
eu nunca mais visse minha mãe- eu arqueei a sobrancelha.
Eu: Por quê? Ela fez alguma coisa pra você?- eu perguntei
preocupado.
Nolan: Ela não gosta de mim, ela fala que eu sou uma
praga e que eu só nasci pra estragar tudo- uma lagrima escorreu de seus olhos.
Eu: Não chora filho, eu vou conversar com ela, ela nunca
mais vai te tratar mal, eu prometo- eu dei mais um beijo em sua testa- o Papai
te ama.
Ele sorriu fraco e logo adormeceu, apaguei a luz e sai do
quarto devagarinho.
Fui até o quarto da Isa pra ver se ela estava bem, e me
deparei com ela ainda dormindo. Me aproximei dela e dei um beijo em sua
bochecha e ela despertou na hora.
Eu: Desculpa te acordar amor- eu me sentei na beirada da
cama- você dorme demais.
Isa: É eu sei, foi melhor dormir um pouco e esquecer as
coisas- ela se virou pra mim e me olhou com aqueles olhos azuis lindos e soltou
aquele sorriso meigo.
Eu: Eu te amo- eu disse hipnotizado com seu olhar.
Isa: Se você me ama mesmo, pode fazer algo pra mim?
Eu: Qualquer coisa.
Isa: Abandona o crime.
OLA BELIEBERS.
Gente essa mãe da Isa ta muito chata né, o que que custa aceitar o amor da filha dela, eu me arrependo de ter posto ela na historia mais não adianta chorar por leite derramado :/
E a Mary, ninguém sabe onde essa louca se meteu, onde ela trabalha nem nada, e também por que o tio da Isa escondeu ela por onze anos. Mais eu já vou avisando, tem muita sujeira pra sair debaixo do tapete, muita mesmo. E o Nolan, coitadinho, sofre na mão da mãe maluca dele, e vocês ainda vão entender por que ela trata ele mal, tudo vai se revelar.
E desculpa o capitulo pequeno, estou sem tempo pra escrever.
BJS VITORIA.
Wow a fic ta perfeita , eu ate chorei por causa do Nolan. A Mary e uma puta, a mae da Isa e muito chata.continua.bieberkiss pra vc!
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